História de João Monlevade

 

Publicado em: 20/06/2011 01:49

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Em 1817, aos 28 anos, chega ao Brasil o francês Jean Antoine Félix Dissandes de Monlevade. Ao aportar no Rio de Janeiro, ele segue viagem para a província de Minas Gerais, estado que ele aponta como um grande campo de estudo na área de mineralogia e geologia, visto que ele era engenheiro de Minas.

Em Minas, Jean nota que o Estado está repleto de forjas para a produção de ferro e percorre várias comarcas como Sabará, Caeté e São Miguel de Piracicaba, onde adquiriu algumas sesmarias e construiu uma forja Catalã, além de sua moradia, o Solar Monlevade.

Com o vasto conhecimento que Jean de Monlevade adquiriu através de seus estudos e a aquisição de vários equipamentos comprados na Inglaterra, a fábrica criada por ele prosperou. Tornou-se um das mais importantes no período imperial com uma produção diversificada, produzindo desde enxadas até freios para animais.

Na década de 1930, houve a construção da Companhia Siderúrgica Belgo Mineira definitivamente implantada em 1935 com a ajuda de outro pioneiro, o engenheiro Louis Ensh.

Logo,  o Distrito começou seu ciclo de evolução, desenvolvendo-se no entorno da próspera usina siderúrgica que atraia um número de pessoas cada vez maior, visto que já alcançava âmbito nacional. Com isso, o lugar tornou-se propício para a entrada e novos comerciantes, consequentemente a criação de novos bairros ao redor da indústria.

Hoje, a usina é considerada uma das mais importantes do Brasil, sendo uma das fontes de renda mais relevantes para a cidade e região.

Até a década de 1960, as antigas terras de João Monlevade, então centro Industrial do Distrito de Rio Piracicaba e Carneirinhos, progrediram de forma surpreendente, com a construção civil aquecida, um comércio emergente, nova paróquia e a construção do moderno Colégio Kennedy.

Toda essa movimentação suscitou o empenho das grandes lideranças locais em prol da emancipação político/administrativa do distrito de João Monlevade. A partir da emancipação o município progrediu de maneira significativa. João Monlevade de hoje guarda muito pouco das antigas sesmarias do francês Jean Monlevade.

O Velho Solar, relíquia preciosa de nossa história cuidadosa e inteligentemente preservada pela ArcelorMittal, testemunhou o desenvolvimento urbano da cidade que cresce para frente, para os lados e para cima. Testemunha silenciosa, o Solar viu espalhar-se através da topografia irregular de suas terras o casario numeroso, marcado pelas avenidas Getúlio Vargas e Wilson Alvarenga, Armando Fajardo e Alberto Lima, os novos caminhos do progresso e do desenvolvimento.

Constituída inicialmente de colônias provenientes de muitas cidades da região, a população vai gradativamente assumindo uma nova identidade: o “Ser Monlevadense”, cristalizado nas novas gerações que aqui nasceram e aqui se desenvolvem, construindo cultura e tradições próprias, sem se esquecer de preservar a memória de um passado tão rico e variado. Estas novas gerações já produzem seus líderes e mentores, destacando-se em diversos segmentos como: saúde, educação, administração pública, arte em geral, cultura e política. É a cidade que cresce, se solidifica e se eterniza.

A Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, hoje, ArcelorMittal, imperou sozinha durante várias décadas e assistiu ao aparecimento de inúmeros outros estabelecimentos industriais de pequeno e médio porte.

Aliados a um comércio que cresce a cada dia, nossos estabelecimentos industriais impulsionam o desenvolvimento do município, através do trabalho atuante da Associação Comercial e Industrial de João Monlevade.

Sintonizados com os novos tempos a iniciativa privada se desenvolve e investe no município e surgem clínicas médicas e odontológicas, escolas e instituições culturais com as mais variadas opções de crescimento pessoal. Pequenas empresas e novos hotéis se estabelecem, fazendo uma profissão de fé no futuro e no crescimento da cidade.

Destaque-se, ainda, a consolidação do ensino superior, representado pelos diversos cursos do IES-Funcec, Faculdade Kennedy, Universidade Federal de Ouro Preto, e Universidade do Estado de Minas Gerais, além de uma unidade da Universidade Aberta do Brasil.